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sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Camuflagem animal
Camuflagem animal
Em certas situações, o animal pode adotar a camuflagem como um modo de se proteger de seus predadores e de conseguir obter as suas presas.
Na camuflagem, o animal consegue se misturar ao ambiente, ou seja, suas cores se confundem com as cores do local, de forma que fica difícil saber onde ele está.
Link do vídeo: https://youtu.be/wKEWoHvMvq0
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Ave símbolo do Brasil - Sabiá laranjeira
O sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) é uma ave comum na América do Sul e o mais conhecido de todos os sabiás, identificado pela cor de ferrugem do ventre e por seu canto melodioso durante o período reprodutivo. É especialmente apreciado no Brasil; segundo Decreto de 3 de outubro de 2002, as comemorações nacionais do Dia da Ave devem se concentrar no sabiá-laranjeira, "símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira e considerado popularmente Ave Nacional do Brasil". Já era símbolo do estado de São Paulo desde 1966. É citado por diversos poetas como o pássaro que canta o amor e a primavera e também esteve presente no emblema oficial da Copa das Confederações de 2013, realizada no Brasil.
Em tupi, sabiá significa “aquele que reza muito”, em alusão à voz dessa ave. Segundo uma lenda indígena, quando uma criança ouve, durante a madrugada, no início da primavera, o canto do sabiá, será abençoada com muita paz, amor e felicidade.
Sua nutrição se compõe basicamente de insetos, larvas, minhocas e frutas maduras, incluindo frutas cultivadas como o mamão, a laranja e o abacate. Come coquinhos de várias espécies de palmeiras e de espécies introduzidas, como o dendê. Cospe os caroços após cerca de 1 hora, contribuindo assim para a dispersão dessas palmeiras, comportamento apresentado também por outros sabiás. Ração de cachorro também atrai esta espécie, podendo servir de alimento em cidades grandes com menor disponibilidade de alimentos naturais. Aprecia os frutos do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa).
Pode fazer seu ninho em beirais de telhados. A construção de ninhos pode se tornar confusa em certas ocasiões: quando o local escolhido é formado por vãos entre numerosos suportes iguais de um telhado, o sabiá-laranjeira pode construir vários ninhos ao mesmo tempo, por confundir os vãos.
O ninho é feito entre setembro e janeiro, geralmente em arbustos, árvores de folhagem densa ou bananeiras, empregando fibras e gravetos ligados por um pouco de lama, num formato de tigela funda. Por dentro são revestidos de materiais mais macios como hastes de flores e capim. A fêmea choca até 3 vezes por ano, e em cada postura coloca de 3 a 4 ovos, de coloração verde-azulada com pintas (ou manchas) cor de ferrugem (sépia). O período de incubação dura em torno de 13 dias. Macho e fêmea se revezam na construção do ninho e na alimentação dos filhotes.
É comum em bordas de florestas, parques, quintais e áreas urbanas arborizadas. Vive solitário ou aos pares, pulando no chão. Em regiões mais secas é, de certa forma, restrito a áreas próximas à água.
É uma ave que convive bem com ambientes modificados pelo homem, seja no campo ou na cidade, desde que tenha oportunidades de encontrar abrigo, alimento e água.
Na natureza, é encontrado em casais e grupos familiares quando em processo de criação. É uma ave de ambientes abertos, preferindo viver em bordas de matas, pomares, capoeiras, entorno de estradas, praças e quintais, sempre por perto de água abundante. É um pássaro territorial: demarca uma área geográfica quando está em processo de reprodução e não aceita a presença de outras aves da espécie. Começa a cantar antes mesmo de clarear o dia. O sabiá-laranjeira vive até 10 anos na natureza.
Presente do Maranhão ao Rio Grande do Sul, é o sabiá mais conhecido do Sudeste, sendo menos numeroso no Nordeste. Migra para regiões mais quentes no inverno. Encontrado também na Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Link do vídeo: https://youtu.be/IzgEeayFAGs
terça-feira, 21 de agosto de 2018
QUATI
O Quati-de-cauda-anelada (nome científico: Nasua nasua), também chamado quati-da-américa-do-sul ou quati-do-nariz-marrom, é um carnívoro da família Procyonidae. Faz parte do gênero Nasua.
o Nasua nasua tem passagem desde o sul da Colômbia até o norte do Uruguai e da Argentina. Além dessas localidades, há registros de Nasua nasua em ambientes insulares, como na Ilha de Robinson Crusoe e na Ilha Anchieta, esta última situada no litoral do estado de São Paulo.
De modo geral, os quatis são conhecidos pelo fato das fêmeas viverem em bandos e os machos, que já se tornaram adultos, viverem solitários. Dessa forma, machos adultos são excluídos dos bandos em média no terceiro ano de vida. Normalmente, os bandos apresentam indivíduos juvenis, indivíduos que ainda não adquiriram características de animais adultos e fêmeas adultas. Esse bando, a partir do momento que se encontra em alerta, são capazes de emitirem trinados e fortes "tosses".
Essencialmente, o Nasua nasua ocupa habitats florestais, inclusive florestas perenes e caducifólias, florestas primárias, matas de galeria, cerrados, savanas, chaco.
Em Formosa, na Argentina, identificou-se preferências dos quatis por florestas em fase de regeneração e florestas baixas. Além disso, no Cerrado, houve afinidade com áreas abertas e, no Pantanal, houve rejeição a ambientes alagados (correlação negativa) e preferências pelas florestas (correlação positiva). Na Caatinga, no entanto, ainda não há estudos sobre o Nasua nasua, portanto torna-se impossível a determinação do estado das populações neste bioma.
Caracterizados como onívoros, a dieta dos quatis abrange, especialmente, insetos e larvas, além de artrópodes (quilópodes, aranha). Se alimentam também de uma grande diversidade de frutos e, às vezes, pequenos vertebrados. Os quatis podem variar de alimentação através da sazonalidade e podem incluir itens incomuns, como serpentes, crustáceos e peixes.
O Nasua nasua exerce papel fundamental na dispersão de sementes. São considerados como efetivos por atuarem na remoção da polpa dessas sementes e, assim, reduzir possíveis ataques fúngicos e competição entre plântulas.
Os quatis possuem a capacidade de se movimentarem por grandes distâncias e consumir e dispersar sementes intactas de uma grande diversidade de plantas da vegetação. Portanto, podem ser considerados fator propulsor na regeneração de determinadas florestas.
Link do vídeo: https://youtu.be/QBHtAeWsTO0
segunda-feira, 20 de agosto de 2018
AVES DO BRASIL / Pica-pau-do-campo
Pica-pau-do-campo
O pica-pau-do-campo (Colaptes campestris) é um grande pica-pau sul-americano, campestre e terrícola. Também é conhecido como chã-chã.
Alimenta-se de insetos, principalmente formigas e cupins. A secreção de sua glândula mandibular é como uma cola que faz com que a língua funcione como uma vara de fisgo para capturar os insetos.
Os ninhos são bastante elaborados, e em muitos casos, construídos a cada período reprodutivo. Preferem cavar a face do barranco que se inclina para o solo, o que facilita a proteção quanto à chuva e a defesa de entrada. Geralmente fazem mais de uma cavidade, sendo que a entrada corresponde ao tamanho do corpo desta espécie, não permitindo que outras aves e/ou predadores tenham acesso (SICK, 1997). Põe de 4 a 5 ovos brancos, límpidos e brilhantes. Macho e fêmea fazem a incubação. Os filhotes nascem nus e cegos e são alimentados com bolas de insetos conglomerados e larvas de cupim, regurgitadas pelos pais.
Habita campos e cerrados, vive em casais e, às vezes em pequenos grupos. Terrícola, costuma capturar insetos no solo, mas ao se sentir ameaçado procura árvores ou grandes pedras para se proteger.
Vivem aos pares ou em pequenos bandos(DEVELEY & ENDRIGO, 2004).
Colaptes campestris ocorre desde o nordeste do Brasil ao Uruguai, podendo ser avistado também no Paraguai, na Bolívia, na Argentina e no baixo Amazonas, inclusive no Suriname. Invade a Amazônia vindo do sul, estendendo seu domínio no Brasil oriental, em função dos desmatamentos.
No Brasil, a subespécie C. campestris campestris ocorre do nordeste ao norte de Santa Catarina, onde ocorrem ambas as subespécies. Da região central de SC ao Rio Grande do Sul ocorre somente C. campestris campestroides (de garganta branca).
Link do vídeo:
https://youtu.be/50HlBIdizGQ
domingo, 19 de agosto de 2018
Martim-pescador-grande
Martim-pescador-grande ( Megaceryle torquata )
Ave da família Alcedinidae, sendo no continente americano a maior espécie. Também chamado de ariramba-grande e sacatrapa (Pará), matraca (Rio Grande do Sul) ou caracaxá.
Alimenta-se preferentemente de peixes, que são visualizados de um poleiro alto, em geral próximo às coleções de águas limpas. Ao localizar a presa, mergulha sobre ela e, após a captura, retorna ao poleiro; com o peixe entre as maxilas, provoca-lhe a morte, batendo-o contra uma superfície dura. Na ausência de um poleiro de observação junto à água, pode pairar no ar ”peneirando”, como fazem, por exemplo, alguns gaviões. Em períodos chuvosos, as águas tornam-se turvas, dificultando a visualização dos peixes e, consequentemente, prejudicando as pescarias, o que o leva a incluir insetos na dieta. Alimenta-se também de pequenos répteis, batráquios e caranguejos.
Nidifica em barrancos ou rochas. Vive aos casais na época da reprodução. O casal se reveza na execução de longas galerias tortuosas, de um a dois metros de comprimento, onde são postos de dois a seis ovos, arredondados e de um branco puro, diretamente no substrato. O casal reveza-se a cada vinte e quatro horas na incubação. Em média os ovos eclodem em 22 dias. Os filhotes nascem nus e cegos e abandonam o ninho em 35 dias.
Encontrado próximo a rios, córregos, lagunas, lagoas, açudes, manguezais e orla marítima. É mais comum em áreas abertas e em rios caudalosos e grandes lagoas. Porém não se adapta a lagos represados de hidroelétricas do sul e sudeste, normalmente desprovidos dos barrancos onde nidifica, ou talvez pela turgidez das águas represadas e pela ausência de poleiros nas margens desmatadas. Pousa sobre troncos secos e pedras à beira d'água, em árvores altas, em fios e moirões. Vive a maior parte do tempo solitário. Passa de ilha em ilha, aparece em pequenas poças que descubra durante seus longos voos; chega a sobrevoar serras e cidades, executando migrações locais na Amazônia. Voz: Penetrante “kwát” que trai a espécie de longe; ao voar repete este grito a intervalos regulares; “tchat-jat-jat” ( daí o nome “matraca” ); “égä…”
Ocorre do sul do Texas nos Estados Unidos à Terra do Fogo no extremo sul da Argentina. Ele ocorrem em todos os países da América-do-sul e da América Central, incluindo algumas ilhas do Caribe.
Link do vídeo: https://youtu.be/95UtQ4cAxyc
sábado, 18 de agosto de 2018
Aves do Brasil - Andorinha-do-campo
Andorinha-do-campo (Progne tapera)
Também conhecida como andorinha, chabó (Araraquara, SP), major, taperá e uiriri (AM). A andorinha-do-campo é uma ave passeriforme da família Hirundinidae.
As aves dessa espécie são rigorosamente entomófagas, sendo um dos maiores consumidores de plâncton aéreo, comem cupins, formigas, moscas e até abelhas.
A espécie reproduz-se na Amazônia e nidifica no Sul nos meses mais quentes. Para procriar usa vários tipos de ocos, e é extensamente dependente do ninho do joão-de-barro (Furnarius rufus), onde prepara uma tigela macia, utilizando esterco.
Habita o campo e a paisagem aberta de cultura. Tenta voar contra o vento. O casal costuma dormir junto no ninho (o que não é comum em aves). Pousa sobre fios elétricos. Torna-se inquieta ao amanhecer e ao anoitecer. Aumenta seu piar e grinfar até ocupar o lugar de dormir.
Link do vídeo: https://youtu.be/JYKAfgKr27w
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
Lobo-guará comeu um periquito - Reconhecimento de vestígios de animais...
O lobo-guará (nome científico: Chrysocyon brachyurus) é uma espécie de canídeo endêmico da América do Sul e único integrante do gênero Chrysocyon. Provavelmente, a espécie vivente mais próxima é o cachorro-vinagre (Speothos venaticus). Ocorre em savanas e áreas abertas no centro do Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia, sendo um animal típico do Cerrado. Foi extinto em parte de sua ocorrência ao sul, mas ainda deve ocorrer no Uruguai.
É o maior canídeo da América do Sul, podendo atingir entre 20 e 30 kg de peso e até 90 cm na altura da cernelha. Suas pernas longas e finas e a densa pelagem avermelhada lhe conferem uma aparência inconfundível. O lobo-guará é adaptado aos ambientes abertos das savanas sul-americanas, sendo um animal crepuscular e onívoro, com importante papel na dispersão de sementes de frutos do cerrado, principalmente a lobeira (Solanum lycocarpum). Solitário, os territórios são divididos entre um casal, que se encontra no período do estro da fêmea. Esses territórios são bastante amplos, podendo ter uma área de até 123 km². A comunicação se dá principalmente através de marcação de cheiro, mas também ocorrem vocalizações semelhantes a latidos. A gestação dura até 65 dias, com os recém-nascidos de cor preta pesando entre 340 e 430 g.
O lobo-guará é um canídeo endêmico da América do Sul e habita as pradarias e matagais do centro desse continente. Sua distribuição geográfica vai da foz do rio Parnaíba, no Nordeste do Brasil, passando pelas terras baixas da Bolívia, o leste dos Pampas del Heath, no Peru e o chaco paraguaio, até o Rio Grande do Sul. Evidências da presença do lobo-guará na Argentina podem ser encontradas até o Paralelo 30, com avistamentos recentes em Santiago del Estero. Provavelmente o lobo-guará ainda ocorre no Uruguai, dado que um espécime foi avistado em 1990, mas desde então não há registro da espécie no país.
O habitat do lobo-guará se caracteriza principalmente por campos abertos, com vegetação arbustiva e áreas florestais com o dossel aberto, sendo um animal típico do Cerrado. Também pode ser encontrado em áreas que sofrem inundações periódicas e campos cultivados pelo homem. O lobo-guará prefere ambientes com baixa quantidade de arbustos e vegetação pouco densa. Áreas mais fechadas são utilizadas para descanso durante o dia, principalmente em regiões muito alteradas antropicamente. Nessas áreas alteradas pode ser observado em campos cultivados, plantações de Eucalyptus e até em áreas suburbanas. Apesar de a espécie poder ocorrer em ambientes antrópicos, é necessário que se façam mais estudos para quantificar o grau de tolerância do lobo-guará às atividades agrícolas, mas alguns autores sugerem a preferência por áreas modificadas pelo homem em oposição às áreas florestais bem preservadas.
O lobo-guará é um animal crepuscular, mas seu padrão de atividade está mais relacionado com a umidade relativa do ar e com a temperatura, semelhante ao observado com o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous). Os picos de atividade ocorrem entre 8h e 10h da manhã e 8h e 10h da noite. Em dias frios ou nublados podem ficar ativos durante todo o dia. É provável que utilize os campos abertos para forrageamento e as áreas mais fechadas, como as matas ciliares, para descansar, principalmente nos dias mais quentes.
É um animal onívoro, generalista, típico entre os mesopredadores. Por consumir grandes quantidades de frutos e frequentemente eliminá-los intactos nas fezes tem importante papel na dispersão de sementes de plantas, principalmente as da lobeira (Solanum lycocarpum). Apesar da lobeira também ser consumida por outros canídeos sul-americanos, o lobo-guará é o principal dispersor das sementes desta planta, depositando as fezes com sementes em sauveiros, locais em que as lobeiras se agregam. Parece não haver competição direta com outras espécies de carnívoros, apesar de frequentemente ocorrer nos mesmos ambientes. Muitas vezes utilizam os mesmos itens alimentares que o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e a raposinha-do-campo (Lycalopex vetulus).
Link do vídeo: https://youtu.be/prgtBOMng4g
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Aves do Brasil - Andorinha serradora
A andorinha-serradora (Stelgidopteryx ruficollis) é uma ave passeriforme da família Hirundinidae, conhecida também como andorinha-serradora-do-sul e andorinha-serrador.
As aves dessa espécie são rigorosamente entomófagas. São um dos maiores consumidores de plâncton aéreo, comendo cupins, formigas, moscas e até abelhas.
Faz ninho em buracos de barrancos, às vezes em colônias espalhadas ao longo de rios ou em cortes de estradas. Aninha fazendo uma cama solta de capim, folhas e penas. Aproveita caibros embaixo das telhas e entre forros e em cavidades em construções humanas. Há uma tendência de alguns casais nidificarem juntos. Os ovos são chocados pela fêmea.
É comum em áreas abertas e clareiras, sendo mais numerosa próximo à água. Vive em pequenos grupos, empoleirada em galhos mortos ou fios. Tenta voar contra o vento. O casal costuma dormir junto no ninho. Torna-se inquieta ao amanhecer e ao anoitecer. Aumenta seu piar e grinfar até ocupar o lugar de dormir.
Ocorre da América Central à Argentina e em todo o Brasil. No sul do país é migratória. Encontrada também da Costa Rica e Panamá aos demais países da América do Sul, com exceção do Chile.
Link do vídeo: https://youtu.be/XIAqXy3l6ok
terça-feira, 14 de agosto de 2018
Periquito-de-encontro-amarelo
Vídeo do periquito-de-encontro-amarelo comendo embiruçu.
O periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri) é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Também conhecido como periquito-de-asa-amarela e periquito-estrela.
Para os desavisados será considerado como sendo o periquito-rico (Brotogeris tirica), com o qual é extremamente parecido, exceto pela marca amarela no ombro. Para complicar é comum vê-lo na cidade de São Paulo junto a esses periquitos. Torna-se a espécie predominante mais para o norte e oeste do estado.
Alimenta-se de frutos, sementes, flores e néctar.
Faz o ninho em cavidades de árvores, telhas de edificações e até mesmo em ninhos escavados em cupinzeiros arborícolas e em casas de joão-de-barro abandonadas. Costuma botar cerca de 5 ovos brancos com dimensões de 23 por 19 milímetros. Após 26 dias, a fêmea conclui a incubação, nascendo os filhotes. Estes são alimentados pelos pais com sementes e frutos regurgitados mesmo após o abandono do ninho, que ocorre 8 semanas após o nascimento.
Estas aves podem ser encontradas em campos de vegetação baixa, ilhas de matas intercaladas, matas ciliares, cerrados e cerradões. Desloca-se em bandos, muitas vezes de muitos indivíduos. Adaptou-se aos ambientes urbanos, onde tornou-se muito comum.
É encontrado no Brasil central e oriental, norte, oeste e sul da Bolívia, nordeste da Argentina (Chaco, Formosa e Misiones), leste do Paraguai, Uruguai e Peru. No território nacional, ocorre desde o sul ao extremo do Pará (serra do Cachimbo), Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Pantanal, Rio de Janeiro e São Paulo.
Link do vídeo: https://youtu.be/LCNa3Y2x7WA
Periquito-de-encontro-amarelo
Vídeo do periquito-de-encontro-amarelo comendo embiruçu.
O periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri) é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Também conhecido como periquito-de-asa-amarela e periquito-estrela.
Para os desavisados será considerado como sendo o periquito-rico (Brotogeris tirica), com o qual é extremamente parecido, exceto pela marca amarela no ombro. Para complicar é comum vê-lo na cidade de São Paulo junto a esses periquitos. Torna-se a espécie predominante mais para o norte e oeste do estado.
Alimenta-se de frutos, sementes, flores e néctar.
Faz o ninho em cavidades de árvores, telhas de edificações e até mesmo em ninhos escavados em cupinzeiros arborícolas e em casas de joão-de-barro abandonadas. Costuma botar cerca de 5 ovos brancos com dimensões de 23 por 19 milímetros. Após 26 dias, a fêmea conclui a incubação, nascendo os filhotes. Estes são alimentados pelos pais com sementes e frutos regurgitados mesmo após o abandono do ninho, que ocorre 8 semanas após o nascimento.
Estas aves podem ser encontradas em campos de vegetação baixa, ilhas de matas intercaladas, matas ciliares, cerrados e cerradões. Desloca-se em bandos, muitas vezes de muitos indivíduos. Adaptou-se aos ambientes urbanos, onde tornou-se muito comum.
É encontrado no Brasil central e oriental, norte, oeste e sul da Bolívia, nordeste da Argentina (Chaco, Formosa e Misiones), leste do Paraguai, Uruguai e Peru. No território nacional, ocorre desde o sul ao extremo do Pará (serra do Cachimbo), Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Pantanal, Rio de Janeiro e São Paulo.
Link do vídeo: https://youtu.be/LCNa3Y2x7WA
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Novinha-branca
Noivinha-Branca (Xolmis velatus)
Também conhecida como lavadeira, lavadeira-grande, lavandeira (Maranhão), noivinha (Pernambuco) e pombinha-das-almas. A noivinha-branca (Xolmis velatus) é uma espécie migratória, típica de áreas campestres, da família Tyrannidae.
Alimenta-se principalmente de insetos capturados em voos curtos, retornando em seguida ao poleiro, mas também consome pequenos frutos. Encontrada apanhando insetos a partir de seu poleiro favorito, bem exposto. Às vezes é vista caçando usando voos a pouca altura, no mesmo lugar (peneirando).
Constrói ninhos abertos, em forma de cestinhos, tigela ou taça. Também pode fazer ninhos aproveitando o oco de troncos e árvores.
Típica de áreas campestres, passa a maior parte do tempo imóvel, pousada em árvores isoladas na paisagem, em postes de eletricidade ou mourões de cerca. Habita o campo, às vezes ao lado de primavera (Xolmis cinereus). É migratória.
Vive solitária ou aos casais, sendo pouco notada por seu canto, dificilmente emitido. De dia é silenciosa, surpreende de madrugada com seu canto intenso: um pio monótono, repetido a intervalos de 1 a 5 segundos; com pouca frequência faz ouvir esse assovio também de noite.
Ocorre da foz do Amazonas ao Paraná e Mato Grosso, com registros esporádicos também em Santa Catarina. Embora a noivinha-branca seja considerada uma espécie migratória, é comum às espécies do gênero Xolmis realizar também deslocamentos irregulares, aparecendo em algumas localidades em alguns anos e desaparecendo depois.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=yfXm7-RdqTA
domingo, 12 de agosto de 2018
A maior garça da América do Sul / Garça-moura
A maior garça da América do Sul / Garça-moura
A garça-moura ( Ardea cocoi ) é uma ave pelecaniforme da família Ardeidae.
Conhecida também como maguari, socó-de-penacho, baguari (Pantanal), mauari (Amazônia), garça-parda (Rio Grande do Sul), socó-grande, garça-morena e joão-grande.
A maior das garças do Brasil, com envergadura de 1,80 m. Vive solitária fora do período reprodutivo, quando reúne-se nos ninhais; no entanto, mesmo nesse período, a maioria mantém-se isolada durante deslocamentos para alimentação. Seus voos, além de solitários, são em linha reta, com lentas batidas ritmadas de asas, muito características. Sua voz é um fortíssimo “rrab (rrab rrab)”, baixo e profundo.
A plumagem de reprodução é muito semelhante à do restante do ano, distinguindo-se pelo pequeno tufo de penas brancas na base do pescoço, o maior contraste do branco do pescoço com o dorso acinzentado e os lados escuros do ventre. A listra negra da parte inferior do pescoço destaca-se mais nesse período, bem como o negro do alto da cabeça. Ao redor dos olhos aumenta a coloração azulada e o bico fica mais amarelo. Quando saem do ninhal, as aves juvenis possuem a mesma coloração geral dos adultos, embora com menor contraste e sem a listra negra do pescoço ou os lados negros do ventre.
Costuma ficar pousada nas margens dos rios e riachos, em meio à vegetação, pescando peixes, sapos, rãs, pererecas, caranguejos, moluscos e pequenos répteis.
Captura presas de lugares mais fundos, os quais outras garças não conseguem alcançar.
Longo período de nidificação (janeiro a outubro), desde o meio da estação de cheia até a baixa das águas. Ocupa os grandes ninhais coletivos. Seus ninhos, geralmente estão na parte superior e externa das árvores mais altas. Ali nascem 3 ou 4 filhotes por ninhada, a qual é chocada e cuidada pelo casal.
Habita beiras de lagos de água doce, rios, estuários, manguezais e alagados. Normalmente é solitária e desconfiada, exceto no período reprodutivo.
Maior representante da família no Brasil, está presente em todo o País, podendo ser encontrada também do Panamá ao Chile e Argentina, e nas Ilhas Malvinas.
Link do vídeo: https://youtu.be/yQqSMlPVu6o
sábado, 11 de agosto de 2018
Beija-flor-tesoura
O beija-flor-tesoura ( Eupetomena macroura ) é talvez o integrante mais famoso desse grupo, ao menos no Brasil não amazônico, provavelmente pela sua abundância em locais urbanizados, pela beleza de sua coloração, pela tesoura facilmente reconhecível e principalmente pelos seu comportamento abusado, pois é um dos maiores e mais briguentos beija-flores. É também conhecido como beija-flor-rabo-de-tesoura e tesourão.
Assim como outros beija-flores, alimenta-se basicamente de néctar de flores, mas também caça pequenos insetos com grande habilidade em voos curtos. Tem um papel importante na polinização de muitas plantas.
Na época do acasalamento, o macho faz a corte pairando em pleno voo em frente da fêmea empoleirada. Depois, macho e fêmea realizam voos de zigue-zague, ocorrendo voos rasantes do macho sobre a fêmea. O macho separa-se da fêmea imediatamente após a cópula. Um macho pode acasalar com várias fêmeas e, com grande probabilidade, a fêmea também vai acasalar com vários machos. A fêmea é a responsável pela escolha do local e pela construção do ninho. O ninho, em forma de tigela, é assentado em um ramo mais ou menos horizontal ou numa forquilha de arbusto ou árvore, a cerca de 2 a 3 metros do solo. O material utilizado na construção é composto por fibras vegetais macias, incluindo painas. Fragmentos de folhas, musgos e líquens são aderidos extremamente com teias de aranha. Põe de dois a três ovos brancos e alongados nos meses de janeiro e fevereiro. Somente a fêmea incuba os ovos e os filhotes nascem após 15 a 16 dias e são alimentados pela fêmea principalmente com insetos, enquanto o macho defende seu território e as flores com que se alimenta. Os filhotes deixam o ninho com 22 a 24 dias.
É frequentemente o beija-flor mais comum do Brasil centro-oriental. Vive em áreas semiabertas, bordas de florestas, capoeiras, parques e jardins, sendo comum até em grandes metrópoles. Não costuma ter medo do ser humano, aproximando-se das pessoas para se alimentar nas garrafas com água e açúcar ou nas flores de seus jardins. É territorialista e extremamente agressivo, principalmente na época da reprodução, quando é capaz de atacar outros pássaros muito maiores e pequenos mamíferos. Em algumas épocas do ano, quando há menos disponibilidade de néctar, adota uma única árvore, que pode ser um mulungu ou um ipê, como a sede de seu território e a defende ferozmente contra qualquer outra ave, principalmente contra outros beija-flores e contra a cambacica. Ocorrem lutas ritualísticas intraespecíficas em voo em defesa do território.
R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Ocorre das Guiana à Bolívia e Paraguai, todo o Brasil, exceto certas regiões da Amazônia.
Ssp. macroura: Guianas e norte, centro e sudeste do Brasil (Amapá, Pará, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná) até o Paraguai.
Ssp. boliviana: Nordeste da Bolívia ( Beni ).
Ssp. cyanoviridis: Sudeste do Brasil na Serra do Mar, São Paulo.
Ssp. hirundo: Leste do Peru ( Huiro ).
Ssp. Simoni: Nordeste do Brasil (sul do Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia) até o centro de Goiás e Minas Gerais.
Link do vídeo: https://youtu.be/nXi4sBsTznQ
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Galo-de-campina-pantaneiro
O galo-da-campina-pantaneiro (Paroaria capitata) é uma ave passeriforme da família Thraupidae.
É conhecido também como cavalaria, joaninha, cabecinha-vermelha, , cardeal-de-bico-amarelo e cardeal-do-pantanal.
Apanham insetos, outros invertebrados e sementes no chão. Vivem em grupos durante todo o ano, embora haja forte disputas entre eles por espaço ou alimento.
Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias e atingem a maturidade sexual aos 10 meses.
Do sudoeste do estado de Mato Grosso e sul do estado de Goiás, até o estado do Rio Grande do Sul. Também ocorre na Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=h51olv0T8N0
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Mergulho em Cozumel | México | Peixe salema (Kyphosis sectatrix)
Mergulho em Cozumel | México | Peixe salema (Kyphosis sectatrix)
Kyphosus sectatrix (Linnaeus, 1758), conhecida pelos nomes comuns de patruça, preguiçosa, salema-do-brasil e pirangica, é uma espécie de peixe perciforme da família Kyphosidae, comum nas águas pouco profundas do Atlântico tropical e subtropical. A espécie atinge no máximo cerca de 76 cm de comprimento, sendo objecto de uma pescaria comercial de pequena escala, com a maioria das capturas feita pela pesca artesanal.
K. sectatrix é uma espécie típica da família dos Kyphosidae,[7] apresentando corpo oval-oblongo, lateralmente comprimido, com coloração uniforme cinzento-azulada com reflexos prateados, com ténues linhas amarelas nos flancos e uma estreita linha amarelada desde a boca até ao pre-opérculo. Pode atingir 76 cm de comprimento corporal e os 6 kg de peso, mas a maioria dos espécimes não ultrapassa o 50 cm de comprimento. A face ventral é mais clara e não apresenta brilho.
A cabeça é pequena, mais escura, terminando num focinho rombo, com boca pequena, terminal e lábios grossos.
As barbatanas dorsal e anal são acinzentadas, pouco elevadas e com raios espiniformes delgados. A barbatana dorsal apresenta 11 espinhos e 11-12 lepidotríquias (raios). A barbatana anal apresenta 3 espinhos e 11 lepidotríquias.
A espécie é herbívora, alimentan-se de principalmente de alguas bentónicas, plantas marinhas e pequenos crustáceos e moluscos. Em Fernando de Noronha, no Atlântico equatorial, os excrementos de golfinho também formam parte da sua dieta.
É um peixe marinho demersal, associado aos recifes[16] das regiões oceânicas de clima subtropical e tropical (42°N-33°S) que vive entre 1 e 30 m de profundidade, preferindo a faixa entre 1 e 10 m de profundidade.
Tem uma distribuição natural alargada no Atlântico ocidental (desde o Canadá, Massachusetts, Bermuda e costas do Brasil, incluindo o Golfo do México e o mar das Caraíbas) e no Atlântico oriental (desde o sul de Marrocos até ao golfo da Guiné, Santa Helena e ilha de Ascensão). É rara no Mediterrâneo, nos Açores e na Madeira.
A espécie é capturada pela pesca artesanal e comercializada em fresco. É inofensiva para os humanos.
Link do vídeo: https://youtu.be/WjlhN3Gz3VI
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Canto do Sabiá-poca
Canto do Sabiá-poca
O sabiá-poca ( Turdus amaurochalinus ) é uma ave passeriforme da família Turdidae.
É um dos sabiás mais conhecidos pelos brasileiros, seja por seu aspecto físico, seja por seu canto triste. Nas diversas regiões possui os mais variados nomes comuns: bico-de-osso, sabiá-branco, sabiá-do-peito-branco, sabiá-bico-amarelo, sabiá-bico-de-osso e sabiá-bico-de-louça.
Alimentam-se de invertebrados e pequenos frutos, principalmente no solo. Gosta muito do fruto da aroeira (schinus terebinthifolius). Como outros sabiás, gostam de ciscar com o bico as folhas secas e escavar o chão. A cada movimento com o bico para a lateral, dão um salto para trás e ficam procurando presas, imóveis por alguns segundos. Se nada aparece, saltam para a frente, ciscam e retornam à posição original. Quando os frutos das figueiras estão caindo no chão, concentram-se sob a árvore e fartam-se.
Em agosto inicia-se a reprodução. Nessa época, aparecem as aves com o bico amarelo vivo, uma característica ligada à reprodução. Aves juvenis ou adultos fora do período reprodutivo têm o bico escuro ou com diferentes proporções de amarelo. Nidifica em arbustos isolados. O ninho apresenta formato de tigela, é feito com raízes e fibras com acabamento de barro nas paredes laterais dando solidez, dentro há um acolchoado de raízes finas e macias sem o barro. Coloca 3 a 4 ovos, bojudos e com a ponta alongada, azul-esverdeado com manchas e pintas ferrugíneas. O casal fica junto no período de incubação.
Pousado ou no chão, possuem o característico hábito de balançar a cauda rapidamente na vertical. O piado de contato é traduzido por póca, nome tupi para barulho. Além desse chamado, um característico miado baixo. Espécie semi-florestal. Adapta-se também a áreas urbanas muito arborizadas e só canta na época de reprodução, fora isso só emite chamados fora dessa época. Também é visto em bordas de matas e clareiras.
Há ocorrência dessa espécie em quase todos os estados do Brasil e na Argentina. Seu período migratório vai dos meses de maio a agosto.
Link do vídeo: https://youtu.be/LwGBxsghfzw
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Ninho da Jandaia-de-testa-vermelha
A jandaia-de-testa-vermelha ( Aratinga auricapillus ) é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.
Alimenta-se de sementes, castanhas e frutas.
Os casais nidificam isoladamente em ocos de pau, paredões de pedra e também embaixo de telhados de edificações humanas, o que ajuda muito na sua ocupação de espaços urbanos. Mantêm-se discretos quando nidificam em habitações, chegando e saindo do ninho silenciosamente e esperando pousados em árvores até que possam voar para o ninho sem serem percebidos. Como a maior parte dos psitacídeos, não coletam materiais para a construção do ninho, colocando e chocando os ovos diretamente sobre o solo do local de nidificação. Podem botar de 3 a 4 ovos. O período de incubação dos ovos de 24 dias.
Vive em bandos grandes, compostos de 30 a 40 aves ou mais, que dormem coletivamente em variados lugares.
Vive na beira da mata, habitando da Bahia ao norte do Paraná, Minas Gerais e sul de Goiás.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=c8ukevlEaKk
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Sagui de tufo branco
O sagui-de-tufos-brancos (Callithrix jacchus), também conhecido como sonhim, soim , sauim ou ainda saguim, é uma espécie de macaco de pequeno porte do Novo Mundo. Originário do Nordeste do Brasil, atualmente é encontrado também em partes das regiões Sudeste e Norte, além de criado em cativeiro em diversos países.
É um primata de pequeno porte com peso entre 350 e 450 gramas, pelagem estriada na orelhas e mancha branca na testa. A coloração geral do corpo é acinzentada-clara com reflexos castanhos e pretos. A cauda é maior do que o corpo e tem a função de garantir o equilíbrio do animal.
Quando é ameaçado, emite guinchos muito agudos, alertando o grupo. Protegem o território de outros grupos com sons estridentes.
Habita florestas arbustivas da caatinga e a mata atlântica do Nordeste brasileiro, ocorrendo de forma nativa nos estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins até o sul da desembocadura do rio São Francisco. Foi uma espécie introduzida em várias localidades do Brasil, sendo muito comum em remanescentes de floresta degradada da mata atlântica e existem populações estabelecidas na Ilha de Santa Catarina e até em Buenos Aires, na Argentina, onde originalmente não ocorriam.
No Recôncavo Baiano, parece haver uma zona de hibridação do Callithrix penicillata, fato que parece ter ocorrido devido ao desmatamento, já que provavelmente essa área era habitada por Callithrix kuhlii. Entretanto, alguns estudos mostram que muitas dessas populações não estão consolidadas, mas se mantêm graças a novas introduções realizadas pelo homem, como observado na bacia do rio São João, no Rio de Janeiro.
A espécie vive em grupos de três a quinze animais, formados por indivíduos reprodutores e não reprodutores, adaptando-se a uma área de coleta pequena, como foi comprovado em populações desses símios estudadas no Rio Grande do Norte: de 0,5 ha. a 35,5 ha. Isso se deve provavelmente ao fato de possuirem uma dieta rica em goma, que permite que os animais explorem outros tipos de alimento, além de frutos, em meses de escassez.
Alimentam-se de insetos, aranhas, pequenos vertebrados, ovos e pássaro, frutos e são também gumívoros (alimentam-se da goma exsudada de troncos que roem com os dentes incisivos inferiores, de árvores gumíferas). Essa goma serve de fonte de carboidratos, cálcio e algumas proteínas.
O sagui despende cerca de 25 a 30% de seu tempo ativo procurando por alimentos.
Nas fêmeas, a maturidade sexual é atingida aos 18 meses e nos machos aos 24. O período de gestação varia entre 140 e 160 dias, depois de um ciclo estral de cerca de 15 dias. Nascem dois filhotes a cada gestação, os quais já não relativamente grandes.
Com duas semanas de vida começam a experimentar frutas maduras, sem deixar a amamentação (que vai até os dois meses). O pai ajuda carregando os filhotes que se agarram muito bem ao pai, sendo transferidos para a mãe na hora da alimentação. Aos 21 dias, os jovens começam a explorar um pouco o ambiente ao redor, mas andam nas costas dos pais até a idade de 6-7 semanas.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=60GyLHZ8cLs
domingo, 5 de agosto de 2018
Curicaca
Curicaca
A curicaca (Theristicus caudatus) é uma ave da ordem dos Pelecaniformes da família Threskiornithidae.
Seu nome popular é onomatopaico, semelhante ao som do seu canto, composto de gritos fortes. Conhecida também como despertador (Pantanal), carucaca, curicaca-comum, curicaca-branca, curicaca-de-pescoço-branco e caricaca (algumas cidades de Minas Gerais).
Alimenta-se durante o dia e também ao pôr-do-sol. Tem alimentação variada, composta por artrópodes, como centopeias, aranhas, insetos adultos e larvas, entre outros invertebrados, podendo predar ainda pequenos lagartos, ratos, caramujos, anfíbios e pequenas serpentes, e até mesmo aves menores. Seu bico, longo e curvo, é adaptado para extrair larvas de besouros e outros insetos da terra fofa. É um dos poucos predadores que não se incomodam com as toxinas liberadas pelo sapo (Bufo granulosus), por isso este anfíbio pode fazer parte de sua dieta.
Costuma pôr de dois a quatro ovos, em ninhos de gravetos nas árvores ou mesmo grandes rochas nos campos. Os ninhos formam colônias numerosas durante o período de reprodução. Habita campos secos, alagados e pastagens.
Vive geralmente em bandos pequenos ou solitária, procurando alimento em campos de gramíneas ou em alagados. É diurna e crepuscular. Anda em pequenos grupos, que à noite se empoleiram nas árvores. Gosta de planar a grandes alturas.
Presente em grande parte do Brasil onde haja vegetação aberta e lagoas, campos em solos pantanosos ou periodicamente alagados, como na Ilha de Marajó (Pará), Pantanal e Ceará. Encontrada também no Paraguai, norte de Argentina, norte de Uruguai e parte da Bolívia. No sul de América do Sul é presente outra sp. que não ocorre no Brasil. T. melanopis ocorre no sul da Argentina e Chile.
Link do vídeo: https://youtu.be/F4nGd8OWjmg
sábado, 4 de agosto de 2018
Cachorro do mato
O cachorro-do-mato (nome científico: Cerdocyon thous) também chamado de guaraxaim, é um mamífero da família dos canídeos, amplamente distribuído pela América do Sul. Também são conhecidos pelos nomes de aguaraxaim, graxaim-do-mato, lobinho, raposa-da-caatinga, raposa-de-cachorro e lobete. Considera-se que seu parente mais próximo seja o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas.
Noctívagos, estes animais medem cerca de 65 cm de comprimento e o peso médio varia entre 5 a 8 kg. Com uma pelagem cinza-clara de base amarelada, e faixa dorsal negra, que se estende da nuca à ponta da cauda. São onívoros e oportunistas, e sua dieta consiste de frutas, ovos, artrópodes, anfíbios, répteis, pequenos mamíferos, crustáceos em rios, e carcaças de animais mortos.
Seu habitat abrange diversos ambientes. Na estação chuvosa, a sua vai para áreas mais altas, enquanto em épocas mais secas eles se movem para mais baixas. São caçadores solitários, e isto só muda eventualmente durante o período de acasalamento. Possui hábitos noturnos, e são mais ativos ao pôr-do-sol, durante a noite e nascer do sol.
O cachorro-do-mato é um canídeo que ocorre em vários habitats que variam desde savanas(cerrado), florestas subtropicais, florestas espinhosas de cactus, matas arbustivas, caatinga , planícies e campos. É distribuído por parte da Colômbia e no sul da Venezuela , no norte do Paraguai, Uruguai e norte da Argentina, e na maior parte do Brasil(Nordeste, Centro-oeste, sudeste, sul, e partes do norte). O cachorro-do-mato também tem sido avistado no Panamá desde os anos 1990.
Seu habitat também inclui margens arborizadas, como a mata ciliar. Seu habitat abrange todos os ambientes, exceto florestas tropicais, altas montanhas e pastagens abertas. Em algumas regiões de sua ocorrência, eles estão ameaçados e podem desaparecer.
O Cerdocyon thous tem uma gestação entre 52 a 59 dias gerando 3 a 6 filhotes por ninhada com peso médio entre 120-160 gramas. A fêmea adulta dá à luz uma ou duas ninhadas por ano, e o par de reprodução é monogâmico. Sendo um animal tropical, a reprodução não possui determinadas épocas do ano fixas para reprodução, e acontece duas vezes por ano. O período reprodutivo na maioria das vezes começa em novembro ou dezembro, e novamente em julho. O nascimento da prole segue após uma gestação de cerca de 56 dias.
Link do vídeo: https://youtu.be/8HTdoLDhevM
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Canto do pica-pau-do-campo
O pica-pau-do-campo (Colaptes campestris) é um grande pica-pau sul-americano, campestre e terrícola. Também é conhecido como chã-chã.
Alimenta-se de insetos, principalmente formigas e cupins. A secreção de sua glândula mandibular é como uma cola que faz com que a língua funcione como uma vara de fisgo para capturar os insetos.
Os ninhos são bastante elaborados, e em muitos casos, construídos a cada período reprodutivo. Preferem cavar a face do barranco que se inclina para o solo, o que facilita a proteção quanto à chuva e a defesa de entrada. Geralmente fazem mais de uma cavidade, sendo que a entrada corresponde ao tamanho do corpo desta espécie, não permitindo que outras aves e/ou predadores tenham acesso (SICK, 1997). Põe de 4 a 5 ovos brancos, límpidos e brilhantes. Macho e fêmea fazem a incubação. Os filhotes nascem nus e cegos e são alimentados com bolas de insetos conglomerados e larvas de cupim, regurgitadas pelos pais.
Habita campos e cerrados, vive em casais e, às vezes em pequenos grupos. Terrícola, costuma capturar insetos no solo, mas ao se sentir ameaçado procura árvores ou grandes pedras para se proteger.
Vivem aos pares ou em pequenos bandos(DEVELEY & ENDRIGO, 2004).
Colaptes campestris ocorre desde o nordeste do Brasil ao Uruguai, podendo ser avistado também no Paraguai, na Bolívia, na Argentina e no baixo Amazonas, inclusive no Suriname. Invade a Amazônia vindo do sul, estendendo seu domínio no Brasil oriental, em função dos desmatamentos.
No Brasil, a subespécie C. campestris campestris ocorre do nordeste ao norte de Santa Catarina, onde ocorrem ambas as subespécies. Da região central de SC ao Rio Grande do Sul ocorre somente C. campestris campestroides (de garganta branca).
Link do vídeo:
https://youtu.be/xNorUR0eLnI
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Embaúba - Alimenta os animais e regenera as florestas
Embaúba - Alimenta os animais e regenera as florestas
Embaúba é a designação comum de várias espécies de árvores, principalmente do gênero Cecropia.
"Embaúba", "embaúva", "imbaúba", "imbaúva", "umbaúba", "umbaúva", "ambaúba", "embaíba" e "imbaíba" originam-se do termo tupi ãba'ib, que significa "árvore oca"
Existem cerca de 40 espécies de embaúba no Brasil, que diferem em tamanho e também no formato das folhas, mas todas apresentam um fruto doce, uma espécie de “bananinha”, que é rico em energia e também um grande atrativo para aves, macacos e morcegos.
Os pássaros têm papel fundamental no reflorestamento quando se aliam à embaúba. Ao se alimentar do fruto alongado, as aves dispersam as sementes da árvore pelas matas onde voam. Espécies como araçaris, sanhaçus-da-amazônia, sanhaçu-do-coqueiro, tucano-de-bico-preto, saíra-de-bando, sete-cores-da-amazônia são frequentemente observadas fartando-se das “bananinhas”.
Os frutos da árvore são ricos em sementes. Em um quilo de fruto, por exemplo, é possível encontrar cerca de um milhão de sementes. Para que germinem, as sementes precisam de muita luz. A árvore também se desenvolve em solos úmidos e na beira das matas. A embaúba ocorre no Ceará, na Bahia, em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul até Santa Catarina. A árvore é conhecida também como embaúva, umbaúba e árvore-da-preguiça.
Link do vídeo: https://youtu.be/VTRz1PzIcMo
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Águia-pescadora tomando o maior banho de sua vida
A águia-pescadora (Pandion haliaetus) é uma ave Accipitriforme da família Pandionidae.
Conhecida também como gavião-pescador, gavião-do-mar e gavião-papa-peixe. No interior da Amazônia é conhecida como gavião-caipira.
A águia-pescadora possui características físicas especializadas e apresenta um comportamento único para caçar e capturar peixes. Como resultado dessas características únicas, a ela foi dado seu próprio gênero taxonômico, Pandion e família, Pandionidae.
Alimenta-se basicamente de peixes, porém come outras aves e pequenos mamíferos. Após a captura do seu principal alimento (peixes), carrega-o em suas garras posicionando-o de forma aerodinâmica, o que lhe proporciona melhor condição de voo, evitando também que sua presa solte-se de suas garras.
Apesar de mais numerosa no final e início do ano, tem sido encontrada durante todos os meses, o que pode indicar que esteja se reproduzindo em nosso País, fato ainda não comprovado. A espécie migra ainda jovem e leva de 2 a 3 anos para tornar-se adulta, quando regressa à América do Norte para se reproduzir. Após este período, retorna periodicamente à América do Sul durante o inverno no hemisfério norte. É comum em lagos, grandes rios, estuários e no mar próximo da costa. Vive normalmente solitária, voando alto ou pousada sobre árvores isoladas.
Originária da América do Norte, onde se reproduz, a espécie migra para a América do Sul durante o inverno, podendo ser encontrada até o Chile e Argentina. Há registros de sua ocorrência em vários estados do Brasil, como Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.
Link do vídeo:
https://youtu.be/zeR8mWANBwc
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