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quarta-feira, 11 de julho de 2018
Maçarico real
O Maçarico real ( Theristicus caerulescens ) é uma ave pelecaniforme da família Threskiornithidae. Também conhecida como curicaca-real e curicaca-cinza.
Forrageiam na vegetação aquática e ribeirinha, principalmente pela manhã e ao final da tarde. Essa espécie captura moluscos Pomacea em águas rasas sob o tapete de vegetação aquática.
Razoavelmente comum em brejos e na margem de lagoas e baías. Visto aos pares, às vezes em pequenos bandos, caminha pela água rasa de poças e de valas ao longo de estradas alimentando-se. Não se junta a outras aves paludícolas, exceto em poças deixadas pela vazante, onde as presas ficam concentradas. Manso, sobretudo se comparado com a desconfiada curicaca. A voz, um som típico do Pantanal, é um “co-co-co-co-co-co-co” potente e sonoro.
Ocorre no Brasil (Pantanal e Rio Grande do Sul), leste e norte da Bolívia, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina.
Fonte:
http://www.wikiaves.com/curicaca-real
Link do vídeo:
https://youtu.be/8kQARN_Ler4
segunda-feira, 9 de julho de 2018
Coró-coró procurando alimento
O coró-coró (Mesembrinibis cayennensis) é uma ave pelecaniforme da família Threskiornithidae, sendo a única espécie florestal desta família. Recebe os nomes populares de caraúna, curubá, curicaca-parda, tapicuru, íbis verde e coroca.
Alimenta-se de invertebrados como minhocas , insetos , crustáceos e moluscos e também de plantas aquáticas.
Nidifica na mata alta e alagada, construindo seu ninho em plataformas sobre os galhos. Os filhotes são parecidos com os pais, mas com menor intensidade de brilho nas penas.
O coró-coró é freqüente nas matas úmidas e escuras, que aliás, segundo Sick (1997), único membro florestal da família.
Antes mesmo de raiar o sol ele deixa o pouso dentro da mata e sai a gritar, tanto em vôo como no solo. Ave muito arisca, ao notar alguém nas proximidades alça voo seguido de gritos roucos e agudos (K'ró-k'ró-k'ró-K'ró-k'ró-k'ró-), semelhante ao timbre de um Peru. Segundo o Wikipedia , é conhecido como “o mais barulhento dos Íbis” . Vocaliza um som baixo , rouco , curto e ascendente , semelhante à um ronco ( K'rrróóó - k'rrróóó ), usado como territorial ou quando se comunicam com outros indivíduos próximos . Também vocaliza muito durante as primeiras horas do dia , com gritos trêmulos e roncos altos que podem ser ouvidos a vários metros de distância. Nesta vocalização ( quando pousado ) balança a cabeça e o pescoço rapidamente , inclinando o bico para cima , parecendo fazer uma encenação de display . Vive também em áreas urbanas arborizadas. Seu voo é semelhante as demais espécies da família , batendo levemente as asas para frente , com as pernas penduradas e o pescoço esticado .
Habitando desde a região do Panamá até a do Paraguai e Argentina e em quase todo o Brasil.
Fonte: http://www.wikiaves.com.br/coro-coro
Link do vídeo:
https://youtu.be/L32kBH7A6rQ
domingo, 8 de julho de 2018
Martim pescador verde cantando
O martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona) é um ave Coraciiforme da família Alcedinidae, também chamado de ariramba-verde e martim-gravata (Rio Grande do Sul).
O martim-pescador-verde é a ave símbolo do município de Florianópolis (Santa Catarina), de acordo com a lei municipal número 3887/92.
Alimenta-se principalmente de peixes. Para pescá-los utiliza um poleiro baixo, rente à água rasa, e daí captura os pequenos peixes que surgem na superfície. Alimenta-se também de camarões de água doce e, ocasionalmente, de anuros e larvas aquáticas de insetos. Pode pairar no ar para mergulhar em águas abertas. O macho oferece alimento à fêmea durante a corte.
Na época de reprodução, o macho e a fêmea escavam o ninho num barranco que margeia um riacho ou próximo a ele; o túnel mede de 1 a 2 metros e termina na câmara onde são postos os ovo, que medem cerca de 34 por 27 milímetros. A incubação é tarefa da fêmea no período noturno e partilhada pelo casal durante o dia. Os filhotes abandonam o ninho com 29 ou 30 dias de idade. O casal, frequentemente, permanece junto durante anos.
Frequenta águas interiores, rios e lagos grandes, sendo pouco comum na orla marinha. Voa rente ao espelho d’água. Empoleira-se em galhos baixos, ocultos por folhagem densa, passando desapercebido, pois na penumbra sua plumagem esverdeada assume tonalidades escuras. Alisa as penas do píleo com o encontro das asas e balança a cauda verticalmente como outros martins-pescadores.
Ocorre do México à Argentina e em todo o Brasil.
sábado, 7 de julho de 2018
Carcará
Também conhecido como caracará, carancho, caracaraí (Ilha do Marajó), gavião-de-queimada e gavião-calçudo, o carcará não é, taxonomicamente uma águia, e sim um parente distante dos falcões. É tanto visto sozinho como em bandos numerosos em redor de mamíferos e carcaças. Ocorre em campos abertos, cerrados, borda de matas e inclusive centros urbanos de grandes cidades.
Não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista assim como o seu parente próximo, o carrapateiro (Milvago chimachima). Onívoro, alimenta-se de quase tudo o que acha, de animais vivos ou mortos até o lixo produzido pelos humanos, tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Adaptou-se à presença y, comendo restos de comida no lixo das casas ou as vísceras de peixe nos acampamentos de pescadores (Antas, 2005; Sick, 1997). Suas estratégias para obtenção de alimento são variadas: caça lagartos, cobras, sapinhos e caramujos; rouba filhotes de outras aves, até de espécies grandes como garças, colhereiros e tuiuiú (Jabiru mycteria); arranha o solo com os pés em busca de amendoim e feijão; apanha frutos de dendê; ataca filhotes recém-nascidos de cordeiros e outros animais. Também segue tratores que estão arando os campos, em busca de minhocas e larvas ou pequenos vertebrados, como anfíbios Leptodactylus fuscus (Crozariol & Gomes 2009). É muito comum ser avistado ao longo das rodovias para alimentar-se dos animais atropelados. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros carcarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça e é comumente visto voando ou pousado junto a urubus pacificamente, principalmente ao longo de rodovias ou nas proximidades de aterros sanitários e locais de depósito de lixo. Dois hábitos pouco conhecidos são a caça de crustáceos nos manguezais (seja entrando na água para abocanhar os que estão perto, ou percorrendo o mangue a pé, na maré baixa) e a pirataria (o fato de perseguir gaivotas e águias-pescadoras (Pandion haliaetus), forçando-as a deixar a presa cair, que apanha em voo).
Constrói um ninho com galhos em bainhas de folhas de palmeiras ou em outras árvores. Usa ninho de outras aves também. A postura do carcará é composta de dois ou três ovos, sendo raro encontrar um quarto ovo. A coloração dos ovos está entre o branco e o castanho avermelhado, podendo variar nas tonalidades existentes entre estas cores. Os ovos possuem manchas vermelhas ou castanhas e medem cerca de 56 a 61 mm de comprimento por 44 a 47 mm de largura. A incubação dura cerca de 28 dias e é feita por ambos os pais. O filhote sai do ninho por volta do terceiro mês de vida, mas continua demandando os cuidados dos pais por mais algum tempo. Segundo (Antas, 2005; Sick, 1997) os pais criam somente um filhote por temporada.
Vive solitário, aos pares ou em grupos, beneficiando-se da conversão da floresta em áreas de pastagem, como aconteceu no leste do Pará. Pousa em árvores ou cercas, sendo freqüentemente observado no chão, junto à queimadas e ao longo de estradas. Passa muito tempo no chão, ajudado pelas suas longas patas adaptadas à marcha, mas é também um excelente voador e planador, costuma acompanhar as correntes de ar ascendentes. Durante a noite ou nas horas mais quentes do dia, costuma ficar pousado nos galhos mais altos, sob a copa de árvores isoladas ou nas matas ribeirinhas.
Para avisar os outros carcarás de seu território ou comunicação entre o casal, possui uma chamado que origina o seu nome comum, “carcará”. Nesse chamado, dobra o pescoço e mantém a cabeça sobre as costas, enquanto emite o som (algumas espécies de aves de rapina tem o mesmo habito de dobrar o pescoço para trás quando emitem som). É visto com frequência em áreas urbanas.
Possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes. Sua maior população se encontra no sudeste e nordeste do Brasil.
Fonte: http://www.wikiaves.com.br/carcara
Link do vídeo:
https://youtu.be/lN8MzucuC1o
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Caturritas no ninho
A caturrita (Myiopsitta monachus) é uma ave da ordem Psittaciformes, da família Psittacidae.
A caturrita é nativa das regiões subtropical e temperada da América do Sul. É encontrada no pantanal (população bastante numerosa), nos pampas a leste dos Andes na Bolívia, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil até a região da Patagônia na Argentina. A caturrita também é conhecida no Brasil por catorra, cocota, periquito barroso, papo branco e outros nomes, dependendo da região.
Não considerada ameaçada, embora o comércio local e internacional afete suas populações naturais.
A alimentação das caturritas é composta por frutos, verduras, legumes, sementes de arbustos e capins, flores e brotos.
Reproduz-se entre julho e dezembro. A caturrita é a única espécie de psitacídeos que constrói o seu próprio ninho. Todos os outros membros do grupo (papagaios, araras, etc) fazem ninhos em buracos ocos de árvores, barrancos ou cupinzeiros. Os casais de caturritas nidificam com o resto do seu bando e podem formar ninhos comunitários com, no máximo, um metro de diâmetro e 200 kg de peso. Os ninhos são estruturas cilíndricas fechadas, unidas aos ninhos vizinhos através das paredes externas. A caturrita constrói os ninhos com gravetos, nos galhos mais altos de diferentes tipos de árvores. Os ninhos são usados durante todo o ano, pois, quando não estão no período reprodutivo, as caturritas usam-nos para dormir ou como proteção em caso de tempestades. A caturrita chega a pôr 11 ovos por postura, sendo que cerca de 7 dos filhotes conseguem chegar à idade adulta.
Habita principalmente nas florestas secas, de galeria, plantações e áreas urbanas, até 1000 metros. A subespécie M. m. luchsi alcança até os 3000 metros.
A caturrita é ave gregária e não migratória. Voa em casais ou bandos de 15 a 50 indivíduos ou em números maiores depois da reprodução (bandos maiores, até de 100 aves, não são incomuns).
No sul do Brasil, na Argentina e no Uruguai, a caturrita é considerada praga em zonas de cultivo de milho e sorgo e em pomares. Com o desaparecimento das matas onde vivia, a caturrita começou a procurar alimento nas culturas que hoje ocupam seu habitat natural. Com alimento fácil e a extinção progressiva de seus predadores, como o gavião, a população da espécie aumentou facilmente.
O cultivo de eucalipto, originário da Austrália e introduzido no Brasil entre os anos de 1855 e 1870, também tem um papel importante na explosão populacional das caturritas. A caturrita encontrou no eucalipto um local perfeito para nidificar, construindo ninhos nos galhos mais altos da árvore (a 10 metros de altura), onde os ovos, filhotes e adultos ficam muito bem protegidos do ataque dos seus inimigos naturais e dificultando o controle populacional por parte do homem.
Em outras regiões, onde não há uma agricultura de gramíneas muito extensa, como é o caso do Pantanal Mato-grossense, a caturrita causa danos localizados, mas de pouca expressão. A presença de predadores naturais e espécies competidoras a mantém em níveis populacionais compatíveis.
Nos Estados Unidos, exemplares fugidos de cativeiro se reproduziram e agora também estão presentes em Nova York, Nova Jersey, Flórida e Virgínia, preocupando as autoridades ambientais americanas. Também na Europa existem comunidades nidificantes, nomeadamente na Espanha e na Bélgica. Foram libertadas no inicio do século XX num dos parques da cidade de Bruxelas e é hoje em dia possível encontrar a ave numa parte significativa dos espaços verdes urbanos. Além disso, começam a surgir possíveis avistamentos da espécie noutras áreas urbanas próximas.
Distribuição Geográfica
Descontínua. Leste dos Andes, desde o norte da Bolívia até a Patagônia na Argentina.
Link do vídeo:
https://youtu.be/frDC63ch3no
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Tucano toco em cima do prédio
Tucano-toco (Ramphastos toco)
Também conhecido como tucanoçu, o tucano-toco é o maior dos tucanos, vivendo em todo o Brasil central e partes da Amazônia. No Cerrado e na Mata Atlântica pode-se encontrar a espécie em maior número, em rápidas visitas a pomares e árvores com frutos.Os tucanos são, junto com as araras e papagaios, um dos símbolos mais marcantes das aves do continente sul-americano. Seu colorido, o formato e tamanho do bico chamam a atenção com facilidade, tornando-os inconfundíveis.
Sua dieta consiste basicamente de frutas, insetos e artrópodes, mas também costuma saquear ninhos de outras aves e devorar ovos e filhotes. Devido a essa característica, são prontamente perseguidos pelas aves em período reprodutivo.
Faz seu ninho em árvores ocas, buracos em barrancos ou em cupinzeiros. Costuma botar de dois a quatro ovos, que são incubados por período de 16 a 18 dias. O macho costuma alimentar a fêmea na época da reprodução. Seus predadores são: os macacos que saqueiam o ninho e os gaviões. Vivem em casais no período reprodutivo, formando bandos após a saída dos filhotes dos ninhos.
Vive aos pares ou em bandos de duas dezenas de aves que voam em fila indiana. Voa com o bico reto, em linha com o pescoço, alternando curtas batidas com um planar mais demorado. Ao dormir vira a cabeça e descansa o bico nas costas. Comunicam-se com chamados graves, parecendo um pouco o mugido do gado (vindo daí o nome goiano de tucano-boi).
Habitam as matas de galeria, cerrado, capões; única espécie da família Ramphastidae que não vive exclusivamente na floresta, sobrevoa freqüentemente os campos abertos e rios largos; gosta de pousar sobre árvores altaneiras. Menos sociável que os outros tucanos. Os ocos também são usados para dormir, quando a grande ave dobra-se de tal forma que diminui o seu tamanho em dois terços. Inicialmente, coloca o bico sobre as costas e, em seguida, cobre-se com a cauda. Essa posição de dormida também é usada quando dorme no meio das folhas da parte superior da copa das árvores.
De larga distribuição em regiões campestres do interior, da Amazônia (p. ex. Manaus e foz do Amazonas) ao Paraguai, Bolívia e Argentina; não atinge o litoral nordestino.
Fonte: http://www.wikiaves.com.br/tucanucu
Link do vídeo:
https://youtu.be/n2sCtcxB6YE
quarta-feira, 4 de julho de 2018
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